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IRS: Os Erros Mais Comuns e Como Evitá-los

Ana Canteiro Peres 18 de March, 2026 4 min de leitura
IRS: Os Erros Mais Comuns e Como Evitá-los

O preenchimento e entrega da declaração de IRS é uma tarefa anual obrigatória que pode ter um impacto significativo na situação financeira dos contribuintes. No entanto, muitos erros continuam a ser cometidos todos os anos — alguns por distração, outros por desconhecimento das regras, e quase todos com consequências que vão do reembolso reduzido à coima fiscal.

Faturas não validadas no e-Fatura

Entre os erros mais comuns está a não validação de faturas no e-Fatura. Muitos contribuintes esperam pela altura de submeter a declaração para verificar as suas faturas, acabando por descobrir que várias estão pendentes de classificação — e algumas nem sequer chegaram ao sistema porque, no momento da compra, não pediram fatura com NIF.

A validação deve ser um hábito ao longo do ano, não uma tarefa pontual. Reservar cinco minutos por mês para rever e classificar as faturas é suficiente para evitar surpresas desagradáveis em maio ou junho. Para compreender melhor que despesas pode deduzir, veja o nosso artigo sobre despesas no IRS e como poupar dinheiro.

Erros nos dados do agregado familiar

A inserção incorreta de dados do agregado familiar é outro erro frequente. Alterações como nascimentos, separações ou filhos em guarda partilhada devem ser comunicadas à Autoridade Tributária até 15 de fevereiro — e a falta de atualização pode levar ao cálculo incorreto do IRS.

Situações com dependentes em guarda partilhada, ascendentes a cargo ou agregados com rendimentos de várias naturezas exigem atenção especial. Nestes casos, pequenas imprecisões podem transformar-se em diferenças significativas no imposto a pagar ou a receber. A Autoridade Tributária disponibiliza várias informações úteis sobre este tema.

Omissão de rendimentos

A omissão de rendimentos — intencional ou por esquecimento — é um dos erros com consequências mais graves. Rendimentos de juros, de alojamento local, de mais-valias mobiliárias ou provenientes do estrangeiro são frequentemente deixados de fora, seja por desconhecimento da obrigação de os declarar, seja por assumir (erradamente) que já foram devidamente tributados na fonte.

Com a crescente partilha de informação entre autoridades fiscais a nível internacional, estas omissões são cada vez mais difíceis de passar despercebidas — e quando detetadas, geram coimas que podem ser substanciais.

Confiar cegamente no IRS automático

Outro erro frequente é confiar totalmente no IRS automático sem verificar os dados apresentados. O sistema é útil e normalmente funciona bem para situações simples, mas não capta todas as nuances de quem tem rendimentos de várias categorias, alterações familiares recentes ou deduções específicas.

A revisão cuidadosa de toda a informação antes da submissão é fundamental. Mesmo quando o sistema propõe uma declaração automática, vale a pena comparar os valores com os seus próprios registos e confirmar que tudo está conforme. Para não perder nenhum passo, conheça também os prazos do IRS em 2026.

Quando vale a pena pedir ajuda

Para evitar estes problemas, é recomendável dedicar algum tempo à verificação dos dados ou, em casos mais complexos, recorrer ao apoio de um profissional qualificado. Em situações que envolvem rendimentos de várias fontes, alterações de agregado familiar, rendimentos prediais ou de capitais, a diferença entre uma declaração bem preparada e uma submetida à pressa pode facilmente atingir centenas ou milhares de euros.

Na LusiContas acompanhamos clientes na preparação e submissão do IRS, garantindo que todas as deduções legítimas são aproveitadas e que a declaração é entregue corretamente e dentro do prazo.

Ana Canteiro Peres
Ana Canteiro Peres
Contabilista Certificada